Assassinato de Marielle Franco completa 7 anos com impunidade aos mandantes que seguem no banco dos réus, sem condenação
No último dia 14 de março o assassinato da vereadora Marielle Franco completou 7 anos. Em 2018, ela e o motorista Anderson Gomes foram covardemente assassinados. Os irmãos Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa foram detidos em 24 de março do ano passado, apontados como sendo os responsáveis por mandarem matar a parlamentar. Porém, os mandantes do crime seguem no banco dos réus, sem serem condenados.
A impunidade que ainda segue no caso Marielle é um recado negativo para a democracia e a sociedade brasileira. Os sinais mais recentes não são animadores. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou parcialmente o salário de Rivaldo Barbosa. Já Brazão, deputado acusado de envolvimento no assassinato, obteve da Câmara pouco mais de R$ 158 mil desde que foi encarcerado, em março do ano passado. E ainda conseguiu destinar emendas aos redutos eleitorais.
Para que nunca mais se repita, todos os envolvidos na morte precisam ser condenados! Marielle, presente!
Homenagens e legado
A estátua erguida em homenagem à Marielle Franco, no centro do Rio de Janeiro, serviu de cenário, para um ato que marcou os 7 anos exatos das mortes da vereadora e do motorista Anderson Gomes. A família de Marielle aproveitou a presença de amigos e ativistas para demonstrar que a lembrança da data do crime, além de ser um clamor constante de justiça, é um pedido para que o futuro de sociedade seja de respeito, justiça social e dignidade, notadamente para minorias representativas como Marielle, negra, bissexual e criada em favela. Desde o seu brutal assassinato, uma geração de mulheres negras e periféricas ascendeu na política por todo o pais, demonstrando o poder do legado de Marielle.
O crime
O carro onde estavam Marielle e Anderson foi alvejado por 13 tiros na noite de 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, região central do Rio de Janeiro. Os executores, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, foram condenados pela Justiça do Rio em outubro do ano passado.
O deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), o irmão dele e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão e o ex-chefe de Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa foram presos em março de 2024. Os três são réus em uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF). Os irmãos Brazão seriam os mandantes, e o delegado teria atuado para impedir que a autoria do crime fosse descoberta.
Fontes: Agência Brasil, Metrópoles, G1 e Correio Braziliense