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Servidores de Porto Alegre entram em greve por tempo indeterminado a partir de 1º de abril

A categoria municipária de Porto Alegre está organizando uma greve com início em 1º de abril, às 7h, em resposta à falta de avanços na negociação com a prefeitura sobre a reposição salarial e demais reivindicações da categoria.​ A decisão ocorreu na Assembleia Geral Extraordinária do dia 25 de março, decidindo pela paralisação coletiva dos trabalhos por tempo indeterminado.

Na tarde de terça-feira (25), antes da assembleia, representantes do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) se encontraram com o governo na Secretaria Municipal de Gestão e Patrimônio (Smap). Contudo, o encontro não resultou em avanços significativos. O prefeito Sebastião Melo não esteve presente, e os membros da gestão solicitaram mais 15 dias para finalizar um estudo sobre as finanças da prefeitura, antes de agendar uma nova reunião.

Para os municipários, o pedido de adiamento é visto como uma estratégia comum do governo para adiar decisões. De acordo com o Simpa, a justificativa da falta de recursos é frequentemente utilizada, ano após ano, como argumento para evitar reajustes, o que acaba agravando a defasagem salarial da categoria.

No dia 2 de abril, uma nova assembleia geral será realizada no Centro de Eventos Barros Cassal para avaliar a mobilização e definir os próximos passos.​ A categoria também orienta os servidores a acompanharem as informações e deliberações nas redes sociais do Simpa.

“Tivemos um dia de greve com uma expressiva adesão e participação nos atos e assembleia na semana passada. A categoria municipária está mobilizada para intensificar ainda mais as lutas em defesa da valorização do serviço público com a greve por tempo indeterminado a partir do dia 1 de abril”, lembra César Rolim, professor da RME/POA, TAE na UFRGS e diretor do SIMPA.

Segundo ele, o prefeito deve abandonar a agenda neoliberal-autoritária, reconhecer a importância do nosso trabalho e efetivamente oferecer uma proposta que reponha as perdas salariais, a partir da inflação, que ultrapassam os 30%.

“Contamos com a solidariedade das demais categorias e entidades representativas (tais como ASSUFRGS, CPERS, entre outras) do serviço público para a nossa luta. Só assim, conseguiremos mudar a perspectiva de desmonte do serviço público da cidade”, afirma César.

A ASSUFRGS apoia o movimento grevista dos municipários e convida aos TAEs da base do sindicato à adesão da agenda da mobilização!

Fontes: Simpa e Brasil de Fato